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A complexidade de definição do conceito de objecto museológico advém do facto de o património ter sido, durante muito tempo, tratado como um conceito quase metafísico, quando se trata fundamentalmente de um fenómeno orgânico e mensurável.

As actividades artísticas e estéticas são resultado de determinantes sócio – culturais aprendidos, conservados ou transformados pelos indivíduos. Acompanhando a vida e as trajectórias das suas elaborações artísticas ou actividades quotidianas, observa-se que eles não são seres ‘a–sociais’ ou ‘a–históricos’. Mas, o facto é que, o não são somente executar, produzir, realizar, e o simples “fazer”, não basta para definir a sua essência, pois também são invenção e natureza. Eles não são execução de qualquer coisa já idealizada, realização de um projecto, produção segundo regras dadas ou predispostas. São um tal fazer que, enquanto faz, inventa o por fazer! A materialidade é necessária à Humanidade.

Poderemos dizer que o Museu viverá da eterna luta do ser humano, no cumprir de um destino feito na constante dialéctica entre o entrelaçar de fios com que se integra e o desatar de nós com que se liberta. Isto é, através do Museu, o homem cumpre o seu destino de ser errante, num constante vai e vem entre o ‘Eu’ e o ‘Nós’, o parcial e o total, o imanente e o transcendente, o horrível e o belo, entre as amarras e a libertação, uma viagem de vai e vem, onde aqui e ali tropeça na realidade e mais além se agarra à fantasia, uma viagem cujo farol é o sonho e fim último, a plenitude. Daí, que o Museu seja necessário para que o ser humano se torne capaz de conhecer, mas, sobretudo, mudar o mundo.