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Na museologia, o património a conservar não é uma imensidão de objectos – artefactos – homogéneos e independentes entre si, pelo contrário, são um conjunto de artefactos heterogéneos e interligados e que constituem a representação histórica de ambientes a que deixamos de ter um contacto directo. Devem, por certo, possuir um grau de significação e de coerência, que nos leve a reconstituições ou exposições de ‘coisas perdidas ou ameaçadas, mas cujo tratamento esteja imbuído de rigor cientifico.

Os objectos que perderam o seu uso original interessam-nos e, por isso, conservamo-los em museus, muitas vezes de forma isolada, mas que mantêm uma relação quotidiana com o público e as colectividades. Assim, quando os visitamos devemos estar conscientes de qual a intenção ao fazê-lo para que, inevitavelmente, se estabeleça uma relação comunicativa entre o sujeito e o objecto. Estes, tratados pelos técnicos da conservação e restauro, são instrumentos mágicos e servem ao ser humano na dominação da natureza e no desenvolvimento das relações sociais. Seria erróneo, contudo, explicar a origem dos artefactos exclusivamente por esse único elemento, pois por vezes são bem complexos os quadros de relações que se estabelecem. A atracção das coisas brilhantes, luminosas, resplandecentes e a irresistível atracção da luz podem ter desempenhado também o seu papel no aparecimento dos mesmos. A atracção sexual, as cores vivas, os cheiros fortes, as palavras e os gestos de sedução, tudo isso pode ter funcionado como estímulo.

“Os ritmos da natureza inorgânica, o bater do coração, a respiração, as relações sexuais, a recorrência rítmica de processos ou elementos de forma, o prazer daí derivado – e em último lugar mas não com menos importância, os ritmos do trabalho – podem todos ter desempenhado um papel importante. O movimento rítmico apoia o trabalho, coordena o esforço e liga o indivíduo ao grupo, ao social.” Fischer3 .