cultura

Noticias

  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
< >

Comemoração do 33º Aniversário do Museu da Fundaçã…

Comemoração do 33º Aniversário do Museu da Fundação

Convite do 33º Aniversário do Museu da Fundação Dionísio Pinheiro e Alice Cardoso Pinheiro

Ler mais

Concerto de Piano por Bernardo Santos

Concerto de Piano por Bernardo Santos

Bernardo Santos, pelo 2º ano Bolseiro da Fundação para estudos em piano, apresentará mais um concerto na nossa Sala de Pintura Portuguesa no emblemático Piano ERARD de 1883.

Ler mais

Poemas de Paulo Marçalo – Confissões – Encenados …

 Poemas de Paulo Marçalo – Confissões – Encenados e ditos por Aurora Gaia

É missão da Fundação divulgar o trabalho artístico de gente desconhecida nas mais variadas expressões artísticas, que na sua génese, comuniquem valores de Humanidade. Paulo Marçalo mostra na sua lide poética uma introspecção de um Ser Português cujo pranto enaltece e revigora a ligação ao Mar, à Terra, à Natureza e aos mitos que nos trazem a Memória. Num sentimento tão-só de Saudade que nos...

Ler mais

Prémio Artístico Mateus A. Araújo dos Anjos 2018 à…

Prémio Artístico Mateus A. Araújo dos Anjos 2018 à Pintora Elizabeth Leite

O Prémio Artístico Mateus A. Araújo dos Anjos é anual e destina-se a jovem artista que no decorrer do corrente ano tenha mostrado um comportamento, uma dinâmica e uma criatividade, dentro de valores de Urbanidade, de excelência e no encontro à Fundação Dionísio Pinheiro e Alice Cardoso Pinheiro, nos seus objectivos estatutários e na defesa dos valores, pela Arte, defendidos pelo nosso Instituidor Dionísio Pinheiro...

Ler mais

Homenagem Caminhos de Memória 2018 a Aurora Gaia, …

Homenagem Caminhos de Memória 2018 a Aurora Gaia, Personalidade

Mulher das Artes e da Cultura, Grande Amiga e Pessoa de Afectos. Pelo percurso, pela excelência, pela dedicação, pela amizade a esta Instituição e pela Vida de e em Cultura da Pessoa Excelse que é Aurora Gaia.

Ler mais

Vasos Gregos e Pintura de Tema Clássico

Vasos Gregos e Pintura de Tema Clássico

Obras da colecção permanente do Museu; dos séculos IV a.C., XVI, XVII e XIX.Autoria de Carlos A. Martins de Jesus e J.M. Vieira Duque (Conservador do Museu); prefácio da Professora Doutora Maria Helena da Rocha Pereira; acompanhamento científico do Professor Doutor José Ribeiro Ferreira; edição Imprensa da Universidade de Coimbra.

Ler mais

Obras do Museu no Art Project da Google

Obras do Museu no Art Project da Google

É com muito orgulho que anunciamos que grande parte das obras do nosso Museu fazem parte do "Art Project" da Google. O "Art Project" é uma galeria virtual que agrga as melhores obras, dos melhores Museus de todo o Mundo, é uma honra e um prestígio muito grande fazermos parte deste projecto.Poderão consultar o nosso espaço no "Art Project" aqui! Esta plataforma do Art Project...

Ler mais
 Mais Noticias >> Consulte o nosso arquivo de Noticias.

Apresentação

Indíce do artigo
Apresentação
Pag.2
Pag.3
Todas as páginas

Começo por cumprimentá-los a todos em nome da Fundação Dionísio Pinheiro e Alice Cardoso Pinheiro.

É impossível ignorar que entre a produção artística de uma determinada época e a situação social, cultural, religiosa, económica e política estão sempre presente relações de íntima cumplicidade levando, no estudo da história de arte, a uma obrigatória abordagem e conhecimento do meio social em que surge, na respectiva contemporaneidade. Então, a arte e o seu reflexo presente e futuro são um produto do diálogo entre ela e o ente social e o respectivo poder, sem determinismos últimos ou um condicionalismo fatal, extraindo-lhe qualquer autonomia imaginativa.

Sala 2 do Museu Dionisio PinheiroNo Museu, o objecto não perde as funções anteriores, antes ganha a capacidade de representar, contando uma história.

O objecto museológico pode ser transformado pela acção da humanidade e da natureza, que lhe conferirá novos atributos estéticos e de funcionalidade.

São estas metamorfoses que se operam neste Museu. Mutações do objecto. Um crucifixo manterá o valor de culto, no entanto, ganha o valor de exposição. Permitindo, assim, o estudo entre a humanidade e a realidade.

Sendo assim, os objectos comunicam, tal como outro bem cultural ou natural, estabelecendo relações díspares por entre o público que o admira, o examina, o ama, o deseja, o cultiva, o ignora. Igual à música do Cartola, as rosas não falam, mas roubam o perfume da mulher amada.


Daí, é essencial uma extraordinária delicadeza ao manusear os objectos, mas sem nos condenarmos ao campo do conhecimento mediático, mas elevando a nossa acção museológica ao campo da mediação da linguagem das coisas.

Porque o objecto é também facto social, memória. Imagem e reflexo. Pertença de um património alegórico porque não tem valor intrínseco, porque não é apenas material.

O nosso Património é um conjunto vasto de bens tangíveis e intangíveis, herdados, preservados, conservados e expostos, fazendo jus à qualidade de vida, cuja função ‘rememorativa’, como matriz de identidade, servindo de instrumento para o desenvolvimento e suporte social.

11Uma noção que assenta nas pessoas e no que uma dada geração considera dever ser deixado para o futuro. Como nos lembra Georges Duby, “não é estático. Move-se com o próprio movimento de Deus. Toda a experiência espiritual se vive como um avanço, como um progresso, que a música e a liturgia ao mesmo tempo acompanham e guiam, e que a arquitectura, a escultura, a pintura, embora por natureza imóveis, têm também por missão traduzir. Na verdade, este movimento é duplo. Por um lado, é circular. Os ritmos cósmicos, os percursos dos astros, o caminhar do dia e das estações, todos os crescimentos biológicos se ordenam em ciclos, e estes retornos periódicos devem ser interpretados como um dos sinais da eternidade.”

A vida dos objectos implica a experiência ininterrupta do tempo cósmico, permitindo os seus movimentos circulares, evitando qualquer acidente susceptível de os perturbar, a comunidade alcança desde logo a eternidade, testemunho de memórias, contextos de humanidade e de divindade.


Como Técnico de Conservação e Restauro e Museólogo, objectivo neste Museu uma abordagem museológica que se debruce sobre todas as questões que referi anteriormente, sempre consciente da contemporaneidade do espaço Museu e do seu lugar na sociedade contemporânea, devido tão-só, ao facto da Museologia ter reafirmado nas últimas décadas o seu valor de referência e de síntese, capaz de transformar e de oferecer modelos alternativos adequados para assinalar, caracterizar e transmitir os valores e os signos dos tempos, resgatando para o conceito de Museu o poder enquanto instituição de referência para a sociedade global, no respeito pelas diferenças e promovendo a pluralidade, segundo um diálogo de tolerância, compreensão e absorção. O outro como uma continuação do Eu e do Nós. Valores de urbanidade.

Concluindo, convido-vos a visitar este nosso Museu e a conhecer a Fundação!

Um Museu como um romance, onde os objectos são narradores e funcionam como agentes activos de memória de um qualquer quotidiano.

A linguagem museológica, a par dos textos literários, tem ritmo específico, gramática própria, sintaxe e lógica, coordenando assim a articulação entre os diversos elementos do espaço das exposições: conexão de referências várias, resultando numa lógica latente no texto expográfico que se pretende construir.

Assim, o lúdico, o pedagógico, o cultural, o social, o colectivo e o individual conjugam-se num único verbo e num único espaço: musealizar e museu.

O “sentido da vida” constitui, com toda a certeza, o eixo orgânico e vital da vida de um museu.

Poderemos dizer que o Museu viverá da eterna luta do ser humano, no cumprir de um destino feito na constante dialéctica entre o entrelaçar de fios com que se integra e o desatar de nós com que se liberta. Isto é, através do Museu, o homem cumpre o seu destino de ser errante, num constante vai e vem entre o ‘Eu’ e o ‘Nós’, o parcial e o total, o imanente e o transcendente, o horrível e o belo, entre as amarras e a libertação, uma viagem de vai e vem, onde aqui e ali tropeça na realidade e mais além se agarra à fantasia, uma viagem cujo farol é o sonho e fim último, a plenitude. Daí, que o Museu seja necessário para que o homem se torne capaz de conhecer, mas, sobretudo, mudar o mundo.

Sejam bem-vindos!